In The Money #46
#46 Visão das Assets
Escrevo semanalmente sobre o que está acontecendo no mundo dos investimentos e wealth management no Brasil. Durante o dia, atuo como Especialista Íon Private. À noite, sigo estudando para o CFA Exam Level III, psicologia financeira e aplicações de AI voltadas à assessoria de investimentos. Aos fins de semana, escrevo o In The Money.
Se você não é inscrito, considere se inscrever no link abaixo!
Ah, claro… é sempre bom lembrar:
As opiniões aqui expressas são exclusivamente minhas e não representam as de pessoas, instituições ou organizações com as quais eu possa ou não estar associado, a qualquer título, salvo quando expressamente indicado.
1. Visão das Assets
Olha o carteiro chegando…
Teve um início de mês corrido e não deu tempo de se atualizar sobre os posicionamentos das principais gestoras do mercado?
Sem problemas… Vou facilitar a sua vida e compartilhar aqui abaixo de forma bem direta e reta.
Se você sentir falta de alguma gestora aqui abaixo, escreva nos comentários para que eu adicione nas próximas edições.
As posições aqui abaixo refletem as informações contidas nas cartas dos gestores referente ao fechamento de junho.
Kinea
📉 Juros: Aplicada em juros curtos no Brasil, protegida via inclinação (steepener) | Aplicada no México | Aplicada na Nova Zelândia (menor escala) | Tomada nos EUA (mercado de trabalho melhorando + inflação resiliente)
📊 Bolsa: Comprada em semicondutores nos EUA, com foco em TSMC | Comprada em industriais, biotech, financials e small caps nos EUA | Comprada no Brasil em construtoras (Minha Casa Minha Vida), utilities e Embraer | Vendida em índices de mercados desenvolvidos | Vendida em ações de produtoras de petróleo e metais
💱 Moedas: Comprada em Dólar (USD) | Comprada em Yuan (China) | Vendida em Euro | Vendida em Libra | Vendida em Dólar australiano | Vendida em Peso mexicano
🛢 Commodities: Comprada em Milho | Comprada em Açúcar | Comprada em Ouro (posição modesta retomada no mês) | Neutra em Petróleo
⚠️ Nota: Mês positivo em Ações e Moedas, negativo em Juros e Commodities. Kinea projeta inflação brasileira surpreendendo para baixo e sustenta a aposta em juros curtos mesmo com o resultado negativo do mês. A venda de produtoras não capturou a alta do petróleo, e a casa avalia que os riscos de El Niño para a safra americana seguem subdimensionados no segundo semestre.
Kapitalo K10
📉 Juros: Aplicada no Brasil | Aplicada na Suécia | Aplicada no Reino Unido | Zerou posições aplicadas no México e no Canadá
📊 Bolsa: Comprada em tecnologia nos EUA | Comprada na Argentina | Vendida em índice de Small Caps dos EUA
💱 Moedas: Comprada em Peso chileno | Comprada em Dólar norte-americano | Vendida em Euro | Vendida em Baht tailandês | Vendida em Libra | Vendida em Franco suíço (adicionada no mês)
🛢 Commodities: Comprada em Diesel | Comprada em Cobre | Comprada em Alumínio | Vendida em Café | Vendida em Trigo | Vendida em Zinco | Vendida em Gás natural nos EUA | Zerou posição comprada em Petróleo
⚠️ Nota: Mês negativo, com juros, bolsas e commodities contribuindo contra. Kapitalo saiu das posições aplicadas em México e Canadá e zerou a compra de petróleo, adicionando venda de franco suíço no book de moedas.
Ibiuna
📉 Juros: Aplicada em juros nominais curtos no Brasil, com valor relativo nas curvas reais e implícitas | Aplicada em emergentes selecionados no exterior
📊 Bolsa: Comprada em bolsa brasileira | Comprada em emergentes selecionados | Long-short não direcional no Brasil, risco adicional
💱 Moedas: Comprada em Yuan chinês | Comprada em Florim húngaro | Vendida em Euro | Vendida em Real | Trades táticos via opções de curto prazo
🛢 Commodities: Pequena exposição em Ouro | Zerou posição em Petróleo
⚠️ Nota: Juros foi o destaque positivo do mês, puxado pelo book Brasil (+0,41%); em moedas, a venda de dólar vs. emergentes também contribuiu. O detrator foi o book de índices de ações (top-down, -0,72%).
Ace
📉 Juros: Aplicada em juros internacionais, com maior diversificação geográfica | Aplicada na parte curta da curva de juros nominal no Brasil, posição retomada no mês | Vendida em inflação implícita no Brasil
📊 Bolsa: Comprada em bolsas americanas, principal alocação de risco | Comprada no Brasil, com baixa exposição direcional | Comprada em valor relativo nos setores de bancos, energia elétrica, saneamento e commodities no Brasil
💱 Moedas: Comprada em Dólar contra moedas de países desenvolvidos | Comprada em moedas de países com juros altos, financiada em moedas de juros baixos (estratégia reorientada no mês) | Vendida em Dólar contra moedas emergentes, incluindo o Real, posição ampliada no mês
🛢 Commodities: Hedges distribuídos dentro do book de valor relativo, sem direção stand-alone explicitada
⚠️ Nota: Renda Fixa foi o destaque positivo do mês (+0,40%), puxado pelos juros aplicados em ambiente de alívio inflacionário. Valor Relativo foi o detrator (-0,31%), por conta das posições de paridade de risco nos EUA. Moedas e Renda Variável ficaram próximas da neutralidade.
Bahia AM
📉 Juros: Posições relativas na curva de juros real e em inflação implícita no Brasil | Aplicada em juros do Canadá | Aplicada em juros da África do Sul (vs. Zona do Euro) | Aplicada em inclinação (steepener) de países desenvolvidos e da África do Sul | Tomada em juro americano
📊 Bolsa: Comprada em bolsa americana | Posições relativas em ações brasileiras
💱 Moedas: Não mencionado
🛢 Commodities: Vendida em Petróleo
⚠️ Nota: Resultado misto entre os fundos da casa em junho (Mutá -0,16%, Maraú +0,39%, Bahia +0,62%). Juros foi o detrator, puxado pela posição aplicada em juros reais no Brasil. Do lado positivo, ganhos vieram do relativo África do Sul vs. Zona do Euro, da posição tomada em juros americanos e do relativo em ações brasileiras.
Genoa
📉 Juros: Sem direção explicitada; juros Brasil e internacional foram os principais contribuidores positivos do mês na estratégia macro (Radar)
📊 Bolsa: Comprada em semicondutores nos EUA (Arpa) | Comprada em financeiro nos EUA (Arpa) | Comprada em financeiro no Brasil (Arpa) | Comprada em software e tecnologia nos EUA, detratora no mês (Arpa)
💱 Moedas: Sem direção explicitada; câmbio Brasil e moedas globais (Radar), com contribuição global positiva no mês
🛢 Commodities: Não mencionado
⚠️ Nota: Genoa opera três fundos com estratégias distintas — Radar (macro discricionário, +1,74% no mês), Arpa (long-only equities, -0,02%) e Sagres (macro sistemático, +1,10%). Diferente das demais casas, a carta não detalha instrumentos nem direção de juros e moedas no Radar, apenas atribuição por região.
Legacy
📉 Juros: Aplicada em juros nominais nos EUA (assimetria positiva identificada, sem posição stand-alone explicitada) | Brasil: sem direção explicitada, baixo nível de risco com posições táticas
📊 Bolsa: Comprada em bolsa americana, com foco em semicondutores e infraestrutura de energia | Brasil: sem direção explicitada, baixo nível de risco com posições táticas
💱 Moedas: Não mencionado
🛢 Commodities: Não mencionado
⚠️ Nota: Mês positivo (+0,80%), destaque para os livros de moedas (+0,26%) e valor relativo (+0,16%); ações (-0,23%) e volatilidade (-0,44%) foram os detratores.
Itaú Janeiro MM
📉 Juros: Aplicada em juros nominais no Brasil | Vendida em inflação implícita no Brasil | Aplicada no Reino Unido | Aplicada na África do Sul (parte longa) | Aplicada na Colômbia (soberanos intermediários) | Aplicada na Hungria (parte longa) | Tomada nos EUA (parte longa) | Zerou posição tomada na Europa
📊 Bolsa: Comprada em ações internacionais, com foco em Ásia e EUA (TSMC, Amazon, semicondutores) | Comprada em empresas de alta qualidade fora de tech nos EUA (Visa, S&P Global, ICE) | Comprada no Brasil, posição oportunística e moderada
💱 Moedas: Vendida em Dólar, viés moderado de curto prazo (operando com flexibilidade)
🛢 Commodities: Não mencionado
⚠️ Nota: Mês positivo (+2,49%), puxado pelos juros: emergentes (+0,99%) e Brasil (+0,38%). Como hedge para o risco eleitoral, o Janeiro MM está comprado em CDS Brasil financiado na venda de uma cesta de países. Diferente do consenso das outras casas, lê a retórica hawkish de Warsh como comum a qualquer BC recém-empossado e aposta que o Fed segura os juros, o que sustenta o viés tático de dólar mais fraco.
The Positioning Board
Se você não conferiu a última edição do In The Money #45, não deixe de clicar no link abaixo.
Nos vemos no próximo domingo!






